O Rapto de Perséfone – Parte X

19 11 2009

E aqui estou eu de novo…

– Fazendo o que aqui?

– É o meu blog, eu posso estar aqui se eu quiser…

– Mas não ia aparecer só depois da mudança de endereço e tal?

– Resolvi que seria justo ao menos finalizar a história de Perséfone antes de passar para o blog novo…

– Mas porque isso agora?

– Porque o novo blog ainda deve levar pelo menos mais um mês para sair…

– UM MÊS!?!

– Pois é… De qualquer forma vamos para o ultimo capítulo!

– ALELUIA!

– XIU!

– …

—–

Resumão básico da história:

Hades, deus do mundo dos mortos, apaixonou-se por Coré, a patricinha filha de Deméter, e armou um plano ardiloso para rapta-la e esconde-la no submundo. O sumiço da filha fez Deméter entrar em depressão profunda causando o caos na terra, para concertar a situação Zeus resolveu que faria o irmão devolver a garota. No submundo Hades havia feito um acordo com Coré, ela teria de passar um determinado numero de meses no submundo sem comer nada, se comesse ela jamais poderia sair, ela concorda e resiste até o penúltimo dia, quando acaba por comer algumas sementes de romã e é obrigada a casar-se com Hades.

—–

Deméter descia saltitante pelo monte Olimpo, rumo à terra, para rever sua filha após tantos meses, quando ela chegou à entrada do submundo Zeus já esperava por ela:

– E ai minha filha já tá vindo?

– Ainda não, to procurando a campainha…

– Campainha?

– É…

– DEIXA DE FRESCURA E DERRUBA ESSA PORTA!

– Calma, ele é meu irmão, não posso sair chutando a porta da casa dele assim.

– Ele é um vagabundo, é isso que aquele vilero é!

– …

Enquanto isso Thanatos estava sentado em sua cadeira acolchoada, com os pés sobre o painel de controle do aparato de segurança do submundo, bebendo café e comendo rosquinhas enquanto gravava em video as cenas capturadas pelas câmeras de segurança dos jardins:

– Hehehehe… Hum, que merda é essa?

Pelo visor de outra câmera o deus da morte viu Deméter estapiando Zeus e mandando-o derrubar a porta enquanto ele se encolhia e tentava se proteger das investidas da deusa furiosa. Ao ver a cena Thanatos cuspiu o café que bebia e começou a rir descontroladamente:

– HAHAHAHAHA! QUE IDIOTA TÁ APANHANDO DA MOÇA!

E lá fora:

– SE NÃO DERRUBAR A PORTA EU DERRUBO COM A SUA CARA!

– Ai tá, calma!

– CALMA NADA! EU QUERO A MINHA FILHA AGORA!

Na sala de controle:

– Huuummm… É melhor dá a real pro Hades antes que eles derrubem mesmo a porta…

Nos jardins Hades já colocava suas roupas novamente quando Thanatos chegou gritando:

– Ô TRUTA!

– Que ce qué, porra?

– Hum… To atrapalhando algo?

– Nah, já acabamo aqui, que ce qué?

– Deméter e Zeus tão ai e a velha quer derrubar a porta…

– Mamãe tá aqui?!?

– Parece que sim… Vamo lá recebe a veia, temo muito o que conversa… Eu a Coré vamo lá troca uma idéia com o mano, Thanatos, ce abre as porta e depois nos encontra lá…

– Beleza… – E Thanatos se retirou deixando Hades e Coré a sós.

– Vou poder ver minha mãe?

– Claro, ce num é mais prisionera, agora ce é minha mina e nós vai casa hoje, tua mãe tem que tá junto né…

– Sim!

E lá foram os dois retornando pelo mesmo caminho por onde haviam vindo meses antes, quando Coré havia sido levada à força para o submundo. Quando eles chegaram as portas já começavam a se abrir deixando o sol brilhar pela fresta que aumentava cada vez mais. Lá fora Deméter, que ainda batia em Zeus, olhou para a porta que se abria e imediatamente se pôs a aguardar ansiosa pela filha. Quando os portões terminaram de se abrir lá estavam Hades, Thanatos e Coré.

– FILHA!

– MÃE!

– FIIILHAAA!

– MÃÃÃÃEEEE!!!!!

– FIIIIIILHAAAAAA!!!!!

– MÃÃÃ…

– CHEGA PORRA! JÁ ENTENDEMO!

– Ai tá…

– Não ligue para esse marginal filha, vamos para casa! – Deméter estendeu a mão para puxar Coré, mas Thanatos se colocou entre elas.

– Não tão depressa tia! – Os olhos de Deméter brilharam de ódio e Thanatos percebeu, tarde demais, seu erro – Hum?

– SAI DA MINHA FRENTE SEU VAGABUNDO MARGINAL VILERO PÉ RAPADO POBRE MALDITO!!! – E lá se foi Deméter espancando Thanatos que agora não tinha mais muita moral para rir de Zeus.

– Hades, você prometeu devolver a garota… – Zeus se adiantou para falar com o irmão.

– É, só que ela num cumpriu as regra da casa…

– Regra?

– Sobre comer sem eu deixar!

– Ela comeu?

– Comeu e eu tenho os vídeos da câmera de segurança pra provar!

– QUE!?! – Deméter parou de bater em Thanatos e segurou Hades pela roupa.

– ME SOLTA! – Hades se soltou e empurrou a deusa. – É isso que ce ouviu, ela come, ela fica e ela comeu!

– Isso é verdade, Zeus?

– Hum, é… São as regras, se isso aconteceu ela tem que ficar…

– E ela disse que casa comigo ainda!

– BOBAGEM! EU NÃO VOU DEIXAR MINHA FILHA CASAR COM UM MARGINAL SO POR ISSO!

– É, só que não foi só isso…

– COMO ASSIM!?!

– Já dei uns pega nela!

– QUE!?!?

– É ISSO QUE CE OUVIU! Eu dei uns pega nela!

– E O QUE RAIOS SIGNIFICA “DAR UNS PEGAS”!?!?!

– A gente consumou a relação…

– MENTIRA! EU NÃO ACREDITO!

– É verdade sim, eu tenho o vídeo da câmera de segurança pra provar!!! – Todos olharam para Thanatos – O que foi?…

– Eu não acredito… Nunca mais vou poder ver a minha filha?…

Deméter entristeceu-se e imediatamente as plantas ao redor deles começaram a murchar e a morrer, olhando que o pesadelo iria começar de novo Zeus interveio em favor de Deméter:

– Pera ai, a gente pode chegar em um acordo!

– Pode nada, ela comeu, ela deu, ela casa e ela fica, é a regra!

– DANE-SE A REGRA! Vocês vão aceitar um acordo e o acordo vai ser esse: Hades, tu e Coré vão casar e ela vai ficar aqui contigo! – Deméter foi abrir a boca para protestar mas Zeus a conteve – Porém por apenas seis meses! Nos outros seis meses do ano ela vai passar no Olimpo, com a mãe!

– VO FICAR SÓ SEIS MES COM A MINHA MINA?!

– VAI! E SE RECLAMAR APANHA E FICA SEM NADA!

Hades olhou para Deméter com certo desagrado por alguns instantes, mas por fim concordou:

– Fechado, mas eu e ela nos casamo hoje a noite aqui no submundo…

– Feito! Concorda Deméter? – Zeus olhou para a deusa deixando claro que não havia discussão.

– Concordo…

Todos os deuses se abraçaram para fechar o acordo, enquanto isso Pandora gravava toda a cena pelas câmeras de segurança:

– Que lindo, teremos um casamento!

Hades, Thanatos e Coré voltaram ao submundo, Zeus e Deméter ao Olimpo, todos foram se preparar para a cerimônia que aconteceria à noite. Mais perto da hora Pandora penteava os cabelos de Coré que já estava vestida para o casamento:

– Sabe… Eu acho que meu nome não combina com esse lugar…

– Como assim?…

– Não sei, eu vou ser a rainha do submundo e Coré não combina bem sabe, eu preciso de algo mais adequado, mais sombrio como… Pandora…

– Esse é o meu nome… – Pandora revirou os olhos.

– Ah é! Então que tal… Hummm… Lilith?

– Parece nick de gorda gótica…

– Mesmo?… E que tal Megumi? É exótico!

– Já é o nome dessa blogueira aqui

– Ah… Então será Perséfone!

– J… Não, péra… É… Perséfone não é o nome de ninguém…

– Ah Então a partir de hoje serei Perséfone…

E assim Coré se casou com Hades, com quem ficaria por seis meses do ano e voltou a ver sua mãe, com quem poderia ficar pelos outros seis meses. Sempre que chega perto da época de Coré ir para o submundo Deméter começa a se desanimar, fazendo as plantas enfraquecerem e perderem suas folhas no outono, quando chega a hora da partida Deméter se deprime e as plantas não mais crescem, como ocorre no inverno, mas quando se aproxima o momento do reencontro e ela novamente se anima a vida começa a voltar na primavera e quando elas finalmente estão juntas a vida atinge seu esplendor no momento que os homens chamam de verão.

Coré reencontra Deméter

——–

– E fim…

– Pera ai!

– que foi?

– e o casamento, como foi?

– Ah, foi divertido e tal, teve uma cerimônia básica, o Kenny G apareceu lá pra tocar o sax dele… Foi legal…

– Hã…

Enfim, essa foi a história da Perséfone, talvez eu poste alguma coisa vez ou outra, algumas historinhas rápidas quem sabe, e como eu sou legal vou sortear entre os leitores convites para o novo orkut, quem quiser concorrer basta entrar na comunidade do blog e participar dos tópicos de sorteio.